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    Futuro do imobiliário debate-se em Torres Vedras


    É já no próximo dia 27 que se realiza o seminário “Oportunidades na Regeneração Urbana” no Teatro-Cine de Torres Vedras. O evento tem início pelas 14h00 e é constituído por dois painéis principais com diversos oradores seguidos de sessões de debate. Este seminário é gratuito, embora a assistência esteja limitada à capacidade da sala do Teatro-Cine, em Torres Vedras. A organização já recebeu mais de uma centena de inscrições confirmadas e os lugares disponíveis no Teatro-Cine estão a esgotar rapidamente, prevendo-se casa cheia. O facto de ser um seminário gratuito e a facilidade de inscrição online têm sido fundamentais no rápido crescimento dos inscritos. As inscrições podem ser formalizadas em http://casa.sapo.pt/Regeneracao-Urbana#signup. Como refere a CIP no seu documento intitulado “Fazer acontecer a Regeneração Urbana”, «nas últimas três décadas, o investimento no sector esteve concentrado na construção de novos edifícios. Neste período, desapareceu o mercado do arrendamento para habitação (...). Esta falta de confiança no mercado do arrendamento provocou a degradação dos prédios, o abandono das cidades e o desaparecimento de habitação nos centros urbanos». A CIP defende que a requalificação das cidades é uma oportunidade de criar emprego, gerar negócios, rentabilizar estruturas, viabilizar investimentos. Envolve comércio e indústria. Consome materiais. Mantém e cria emprego, e consome recursos internos, não contribuindo para o agravamento do défice externo. Meio milhão de fogos devolutos De acordo com o INE, «Portugal é dos países da Europa com menor peso da reabilitação urbana no conjunto das obras em habitação. Em 2006, a reparação e manutenção do edificado apenas representou 9,6% do valor total dos trabalhos de manutenção e reparação realizados, quando a média europeia é de 23%. Se considerarmos apenas o edificado habitacional, a média no país cai para 6,2%». Ainda no documento preparado pela CIP, «existem apenas 750.000 fogos no mercado de arrendamento, o que representa menos de 20% dos fogos destinados a habitação permanente. Portugal é o 2º país da UE com a menor percentagem de habitações destinadas ao arrendamento, mas, em contrapartida, é o 3º com a maior percentagem de população com habitação própria (76%)». Segundo a AECOPS, 34% do parque habitacional existente em Portugal, em 2008, carece de reabilitação e estima-se existirem cerca de 550.000 fogos devolutos em todo o país (quase 10% do parque). Só em Lisboa, este número representa cerca de 60.000 fogos (fonte: EPUL) e, de acordo com a CML, cerca de 66% não carecem de obras, mas apenas da dinamização do mercado de arrendamento. Um sector que vale 150 mil milhões de euros De acordo com os dados do Eurostat, Portugal faz parte dos países onde os trabalhos de reabilitação de edifícios residenciais têm menor peso na produção total do sector da construção, com um rácio de 6,2. A reabilitação adicionada à manutenção dos edifícios representa em Portugal cerca de 16 % do valor global da produção da construção. Segundo um estudo da AECOPS, estima-se que o investimento potencial em reabilitação de edifícios residenciais, não residenciais e monumentos, poderá representar perto de 150 mil milhões de euros. A dinamização do mercado da reabilitação poderá gerar um acréscimo do PIB anual em cerca de 900 milhões de euros, durante 18 a 20 anos, o que representa um valor acumulado entre os 16 mil e os 18 mil milhões de euros, oito a nove vezes o investimento da Autoeuropa e quatro vezes o valor estimado para o investimento no novo aeroporto de Lisboa. O impacto estimado ao nível do emprego, durante 18 a 20 anos, será, em média, da ordem dos 587 mil empregos. Profissionais, associações e autarquias juntos em debate Organizado pela Agência de Desenvolvimento Regional do Oeste – ADRO – e com o apoio da Confederação Empresarial de Portugal, Associação Nacional de Municípios Portugueses, Comunidade Intermunicipal do Oeste, Oeste Digital e Câmara Municipal de Torres Vedras, o evento vai reunir centenas de profissionais do sector imobiliário, autarcas e organizações sectoriais, num debate alargado sobre o futuro do sector face às oportunidades geradas pelas políticas de regeneração urbana. O programa vai reunir diversas personalidades profundamente conhecedoras do sector. Estarão presentes o presidente do Instituto da Habitação e Reabilitação Urbana, António Mendes Baptista, o vice-presidente da Associação Nacional de Municípios Portugueses, José Ribau Esteves, e o ex-Bastonário da Ordem dos Engenheiros, Fernando Santo. António Mateus, economista, Fernanda Paula Mateus, Professora de Direito do Urbanismo da Universidade de Coimbra, e Pedro Couto, responsável em Portugal pelo fundo JESSICA, completam o naipe de participantes nos painéis de debate, moderados pelo jornalista Camilo Lourenço. Também as entidades oficiais que compõem a organização deste evento estarão representadas ao mais alto nível. A sessão de abertura vai contar com a presença confirmada de António Saraiva, presidente da CIP e, a confirmar, do Ministro da Economia, Vieira da Silva. Os presidentes da Câmara Municipal de Torres Vedras, da OesteCIM e da ADRO, respectivamente Carlos Miguel, Carlos Lourenço e António José Correia, completam o quadro de participantes no seminário. O Casa Sapo, Portal Imobiliário líder em Portugal, é o Media Partner deste evento. Para mais informações, os interessados poderão aceder em http://casa.sapo.pt/Regeneracao-Urbana#signup, ou contactar a Agência de Desenvolvimento Regional do Oeste – ADRO – pelo telefone +351 261 323 808, fax +351 261 323 801 ou E-mail adro@adro.pt.
    Fonte : Casa Sapo

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